Carnaval sempre foi uma de minhas paixões, seja brincando nos blocos de rua ou nas escolas de samba no Sambódromo. Em 2000, no meio de uma roda de samba, animada com umas cachacinhas a mais, resolvi criar o bloco. Ao meu lado, Célia Rodrigues, amiga de velhos carnavais apoiou a idéia sem restrições. O nome? Não podia ser outro:
uma frase que falava entre amigos. "Vem ni mim que sou facinha". Na mesa ao lado, todos aplaudiram , entre eles, Jorge Sapia, fundador do bloco "Meu bem, volto já", que proclamou ser o "padrinho do bloco". Mas como o nome diz, bloco é bloco, não se faz com duas pessoas. A mim a Célia se juntaram Ary Dias, percussionista e compositor, que ficou responsável pela parte musical do bloco. Johnathan Powk, o americano mais carioca que já conheci, que todo ano cria o desenho da "Facinha" nas camisetas, Teca Lacerda foi a responsável pela produção executiva do bloco durante dois anos. Com a mudança de Teca para São Paulo, Nanda Dias assumiu o posto e até hoje é a "facinha" que coloca o bloco na rua. E aí vieram muitos e muitos amigos. Cada um ajudando como pode e brincando no novo bloco que começou bem pequeno em frente à rua Prudente de Moraes,10 em Ipanema. Com o número de foliões crescendo a cada ano, tivemos que atravessar a rua e hoje o Facinha sai ou melhor "fica" já que o bloco não anda, espalhando alegria na Praça General Osório na sexta-feira, antecipando em um dia o início do carnaval.
Denise Barreto
Presidente do Bloco "Vem ni mim que sou facinha"
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